segunda-feira, 16 de março de 2009

Memórias da Guerra

É justamente em uma situação de guerra que o homem sofre uma profunda transformação. Seus valores passam a se relacionar com tudo o que foi perdido.
Da miséria e das desgraças renasce uma nova alma.

A carta abaixo nos apresenta um mundo de sentimentos de um combatente da Primeira Guerre Mundial: dor, tristeza, saudade, depressão, esperança...


29 de Janeiro de 1916


França


Queridos pais,


Então como estão, vão bem? A mãe está melhor das costas? E o pai como tem passado com os "bicos de papagaio"? Está melhor? Espero sinceramente que sim.
Isto aqui é muito ruim, não o desejo a ninguém. Desde que aqui cheguei nunca mais tomei banho porque há pouca água. Passamos muita fome e chegamos ao ponto de até comer ratos. Já não me lembro de ver a luz do dia, passamos o tempo todo no interior das trincheiras. É muito triste e doloroso ver os nossos amigos partirem e serem enterrados como se fossem animais. Mas o pior foi o que aconteceu na última 4ª feira. Um dos nossos, do pelotão, apanhou com um estilhaço de granada na perna. Para que ele não morresse, a enfermeira teve que lhe amputar a perna. Foi tudo feito à minha frente e a sangue frio. Ainda estou a ouvir os gritos... Desde esse dia que não prego olho.
Cada vez que me lembro do pôr-do-sol do Marão a escapar-se por entre os picos com neve quando ia levar a Bonita e a Princesa a pastar, sinto uma tristeza medonha na alma... Mas não perco a esperança de um dia ver tudo isso outra vez!
Tenho aqui o Joaquim, à minha beira. Manda muitas saudades aos pais dele. Também pergunta pela Lucília. Quer saber se ela já arranjou outro. É que ele está fiado que, quando voltar, casa com ela.
E o tio Eduardo Cesteiro? Tem andado melhor do reumatismo? Mande-lhe um abraço meu.
Pronto, vou-me despedindo com estas letras cheias de amargura e tristeza. Mas não desanimeis porque me sinto com forças e capaz de sair disto tudo com vida e vos abraçar assim que puder.
O Joaquim manda saudades à Lucília. Despeço-me agora.



Do vosso filho



Teo.
Comente a carta, ou poste aqui uma outra lembrança da Primeira Guerra.

12 comentários:

  1. cartas de William Henry Bonser Lamin na 1ª Guerra Mundial

    Muitas das cartas falam de assuntos corriqueiros e focalizam a mulher e a filha de Harry, na Inglaterra, mas algumas oferecem vislumbres dos horrores da guerra das trincheiras. "Passamos por mais momentos terríveis esta semana", escreveu Harry em 11 de junho de 1917, descrevendo sua participação na batalha de Messines Ridge. "Os homens aqui dizem que foi o pior momento desde a ofensiva do Somme, em julho passado. Perdemos muitos homens, mas chegamos a onde fomos mandados. Foi horrível. Eu estou bem. Fiquei soterrado e fui contundido, mas agora estou bem e espero continuar assim."

    "É duro esperar o tempo passar para sairmos das trincheiras, e sem bebida. O comandante foi morto e nosso capitão também, foi uma maravilha termos escapado." Em outra carta de outubro do mesmo ano, detalhes sobre mortos do lado britânico foram riscados, possivelmente por censores militares interessados em impedir que a moral dos britânicos em casa desabasse.

    Lamin disse que o número de visitas diárias a seu site chegou a 20 mil na semana passada, depois de serem publicadas informações sobre o blog na imprensa, mas que normalmente há menos visitas. "A 1ª Guerra Mundial sempre fascinou as pessoas devido a seus horrores", disse ele.

    http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI2211381-EI4802,00.html

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. “Este poema foi escrito por um autor desconhecido”.




    Nestas trincheiras marcantes, ouvimos o som da morte, está distante e tão perto, até á distância de uma bala que acaba com uma família perfeita.
    As balas caem como a chuva em pleno Inverno, incessantes, apenas não ferem mas desgastam a alma.

    postado por Bruno de oliveira

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  4. Passaram-se nove décadas desde que o britânico Harry Lamin lutou na Primeira Guerra Mundial e trocou cartas com seus familiares durante os anos de batalha. Agora essas correspondências podem ser lidas no blog WW1: Experiences of an English Soldier. Bill Lamin, um professor de TI de 59 anos, encontrou recentemente as cartas e o diário de batalha do avô. Os fatos relatados vão desde comunicações corriqueiras, principalmente com a esposa Ethel, até trajetos percorridos pelo regimento de Harry e os horrores da guerra. “Após 100 dias os aliados avançaram com dificuldade oito quilômetros. Foram muitas baixas: 250 mil aliados foram mortos, feridos ou desapareceram…”, diz o trecho de um dos posts de outubro do ano passado. O blog existe desde 2006, mas só agora começou a ganhar a atenção da imprensa na Europa. Esta é mais uma prova da relevância dos blogs, até mesmo para reviver acontecimentos de 90 anos atrás. Pelas cartas de Harry é possível conhecer uma realidade distante e que estaria perdida no fundo de alguma gaveta empoeirada, mas que agora pode oferecer uma nova interpretação da História. Empresas centenárias poderiam muito bem usar seus arquivos, entrevistar antigos funcionários, resgatar fotos antigas. E por meio de blogs compartilharem a riqueza de suas trajetórias pelo mundo.

    Diego e Flávio

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  5. Passaram-se nove décadas desde que o britânico Harry Lamin lutou na Primeira Guerra Mundial e trocou cartas com seus familiares durante os anos de batalha. Agora essas correspondências podem ser lidas no blog WW1: Experiences of an English Soldier. Bill Lamin, um professor de TI de 59 anos, encontrou recentemente as cartas e o diário de batalha do avô. Os fatos relatados vão desde comunicações corriqueiras, principalmente com a esposa Ethel, até trajetos percorridos pelo regimento de Harry e os horrores da guerra

    rosangela e valeria

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  6. é duro esperar o tempo ´passar para sairmos da trincheira,sem bebida sem comida. o comandadnte foi morto e o nosso capitão também.e foi uma maravilha eles terem escapado.agora nos vamos colocar mas ou menos sobre o william henrybonser lamin na 1º guerra mundial.

    Harry, William Henry BONSER Lamin nasceu em agosto de 1887 perto da Nottinghamshire, Derbyshire fronteira. A família dele foram inicialmente bem-a-fazer os agricultores, mas, em 1875 vendeu-se a exploração em Annesley, Nottinghamshire. Tenho um cartaz publicitário da fazenda venda. A história familiar é de que bebida foi envolvido na queda de Henry's fazenda. Henry, em seguida, se tornou um obreiro Fazenda, depois de um "obreiro química". Evidentemente, tudo isto aconteceu muito antes de Harry nascer. Harry estava um pouco mais jovens do que seus irmãos e irmãs. A "Tacker", como dizem na Cornualha.

    No Censo 1901, Harry, com idades compreendidas entre os 13, encontra-se a ficar com o seu irmão mais velho John (Jack) em Oxford. Jack foi, então, uma escola mestre. Não tenho forma de saber se este era um feriado ou uma estada mais longa. Eu suspeito que foi uma longa estadia como a Oxford pessoas e lugares são mencionados nas suas cartas. Talvez tenha ajudado a família finanças.

    Harry Posteriormente trabalhou em uma das fábricas locais rendas. Sua ocupação marrriage em seu certificado é lacemaker mas acredita-se que ele era um serralheiro manutenção de máquinas para as rendas. Em Ilkeston, onde então morava, o mais comum ocupações foram carvão mineiro ou de trabalho a nível local Stanton Iron Works. A fábrica seria uma Lace relativamente "suave" opção.

    Em fevereiro de 1917 ele teria sido provavelmente conscripted para o exército, ao invés de voluntariado. Ele foi bem superior no âmbito do limite de idade de 41 para conscrição.


    ESCRITORAS:
    JOICE DA CONCEIÇÃO VALOIS, CARLA LARISSA DE FARIAS E JESSYCA DAYANE FERREIRA DE SOUZA.

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  7. Rafaela da Silva Santos11 de março de 2010 às 06:32

    Eu gostei das perguntas foi muito interessante.Com elas eu aprendi mais sobre a matéria e a aula ficou mais legal! -Nota:(10)

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  8. Laisa Santos De Oliveira11 de março de 2010 às 06:34

    Eu gostei muito das perguntas pois aprendi muitas coisas do Reino Unido e da Grã-Bretanhia que foi muito interessante.Nota:(10)

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  9. Dalmira Oliveira da Silva11 de março de 2010 às 06:35

    Eu achei enterressante pois assim muita gente vai querer saber mais sobre história muito bom mesmo. Parabéns pelo seu trabalho.

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  10. Ereny de Paula Silva11 de março de 2010 às 06:39

    Eu achei legal pois dá para aprender brincando e assim aprender mais.

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  11. daiene pereira silva11 de março de 2010 às 06:45

    eu gostei muito foi super legal. 12 erros e 2 acertos.

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